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3.ª edição das Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica do Algarve promove conhecimento, sustentabilidade e valorização do território

  • há 5 dias
  • 3 min de leitura
Imagen: Al-Bio
Imagen: Al-Bio

Nos dias 2 e 3 de maio realizou-se a 3.ª edição das Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica do Algarve, uma iniciativa organizada pela Al-Bio, associação sem fins lucrativos constituída por agricultores, produtores e preparadores biológicos certificados, dedicada à promoção da Agricultura Biológica e agroecológica na região algarvia.


O evento decorreu em dois locais de referência: a Quinta do Freixo, em Loulé, e a Quinta das Sesmarias da Corte e Clube de Tavira, reunindo produtores, técnicos, investigadores, estudantes e profissionais do setor agroalimentar para dois dias de partilha de conhecimento, visitas de campo e reflexão sobre os desafios e oportunidades da agricultura biológica no Algarve.


Primeiro dia: valorização da identidade agrícola e das espécies autóctones

O primeiro dia das jornadas teve lugar na Quinta do Freixo, onde os participantes tiveram oportunidade de conhecer de perto o trabalho desenvolvido na exploração, nomeadamente ao nível do maneio e pastoreio holístico de animais, bem como das unidades transformadoras da quinta, incluindo a destilaria.


Conceição Silva, produtora e proprietária da Quinta do Freixo, apresentou o percurso e a história da quinta, sublinhando a importância da preservação da identidade, da tradição e do património agrícola local. A responsável abordou ainda a produção de figo e a produção artesanal de aguardente realizada na propriedade.


Durante a jornada, Adriana Guerreiro, engenheira agrónoma e investigadora da Universidade do Algarve, apresentou uma intervenção dedicada ao ecossistema associado ao medronheiro, espécie autóctone de elevada relevância ecológica e económica para a região. A investigadora destacou o potencial da economia circular associada a esta cultura e os diferentes produtos que podem ser obtidos a partir desta espécie.

Por sua vez, Ana Arsénio, engenheira agrónoma e técnica superior do Município de Loulé, centrou a sua apresentação na cultura da alfarrobeira, destacando o crescente valor económico desta espécie no Algarve. A intervenção abordou ainda os principais desafios associados à produção, boas práticas agrícolas, estratégias de plantação, viveiros e técnicas de rega.


Segundo dia: Bio-Regiões e futuro sustentável para o Algarve

O segundo dia das jornadas decorreu na Quinta das Sesmarias da Corte, onde os participantes visitaram explorações dedicadas a pomares de árvores subtropicais e de sequeiro, desenvolvidos em agricultura biológica certificada.


A sessão incluiu ainda apresentações em sala sobre as vantagens e os desafios da criação de uma potencial Bio-Região no contexto algarvio, reforçando a importância da cooperação entre produtores, entidades locais, investigadores e organizações do setor para o fortalecimento da rede de produção biológica da região.


Para aprofundar esta reflexão, a Al-Bio contou com a participação de especialistas e profissionais de referência, entre os quais Miguel Freitas, consultor nas áreas das políticas públicas de desenvolvimento regional, ambiente, agricultura e florestas, e ex-Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural; Custódio Oliveira, presidente da IN.N.E.R. Portugal – Federação Portuguesa das Bio-Regiões e diretor da IN.N.E.R – International Network of Eco Regions; e Armindo Jacinto, presidente da Naturtejo Geopark – One Health, One Planet.


Um evento dedicado à partilha de conhecimento e à sustentabilidade

A 3.ª edição das Jornadas Técnicas de Agricultura Bioló


gica do Algarve destacou-se como um espaço de aprendizagem, partilha e promoção de práticas agrícolas sustentáveis, reforçando a importância da inovação, da valorização dos recursos locais e da cooperação entre os diferentes agentes do território.


A iniciativa contribuiu ainda para aproximar produtores, investigadores e entidades ligadas ao desenvolvimento regional, promovendo uma visão integrada para o futuro da agricultura biológica no Algarve.

 
 
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